domingo, 17 de novembro de 2013

O Desafinar da Nossa Canção

Eu só queria que você soubesse que estou, neste exato momento, vendo a tua imagem estática nas fotografias de uma rede social qualquer, na tentativa de poder amenizar um pouco da saudade que canta ao meu ouvido, afinada tal como o tom da tu
a voz, daquele beijo que eu quis eternizar ainda que o tenha durado por um só momento. 
É que eu me lembro de cada nota do teu violão e do teu sorriso malicioso de menino inocente enquanto ouvia as tuas canções que me embalavam as madrugadas agora tão caladas, que gritam melodicamente a ausência que a minha inconsequência fez-se criar.
Eu queria deixar claro que apesar de eu parecer louca... Ah, não existe nenhum “apesar”, a verdade é que eu sou louca sim! Maluca ao ponto de não compreender essa coisa toda que você despertou em mim e devanear sobre aquele papo todo de me declarar como sua e a falta que pronunciar estas palavras me faz. 
Você é o tipo certo de cara errado e isso ferra com a minha mente. Tão ao ponto de me fazer preferir fugir das aventuras do parque de diversões que é adentrar a tua vida, ainda que eu espere sigilosamente receber uma chamada inesperada sua dizendo que pensou em compor uma nova música pra poder me registrar em cada letra.
É, eu bem que te falei que você também iria virar texto. É inevitável quando fica cravado no peito, não transbordar em palavras. Inevitável não querer te marcar no papel, assim como cada tatuagem que conta história na superfície da tua pele, pra tornar imortal o teu significado aqui dentro. 

Perdoa abrir mão de carregar a tua bagagem. Abri mão, na verdade, de mim mesma. 
De tanto te querer, não mais quis.


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