Falta ele todos os dias no meu "boa noite" antes de dormir, falta ele nas tardes de domingo no meu quarto assistindo um filme qualquer. Falta ele nas minhas conversas diárias e nas fotos do porta retrato. Falta ele. Ele faz falta nas minhas caminhadas à beira mar, ele me faz falta quando toca aquela música cheia de significados... Ele me faz muita falta. Noites como esta são as que mais gritam a ausência dele, o meu cobertor vazio questiona incessantemente por ele, e o frio que arrepia a minha pele é só um dos tantos sintomas da abstinência de um calor que só ele pode ter. A saudade dele é quase que uma dor física em alguns momentos, e esta noite é um desses momentos, assim como amanhã também será. Falta ele no aqui e no agora, falta ele no "eu amo você" empoeirado e guardado na gaveta, falta ele nas notificações despretensiosas no meu celular. À ele lhe falta um nome, à ele falta um rosto, uma identidade, à ele falta uma coincidência ou acaso que o ligue à minha vida, à ele lhe falta a mim e à mim ele faz falta. À nós nos faltamos, e assim nos manteremos até um dia não haver mais essa falta, nem lacuna, nada. Um dia seremos um e não dois que se ausentam para formar uma soma perfeita. Um dia teremos um ao outro e, então, teremos tudo.

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