Me sinto tão insegura quando me deparo com a solidão, eu e a minha presença por si só já não basta. Dou as mãos a outra face do meu ser e guio-me por caminhos tortos existentes na imensidão interior em que habito.
"Olá?!" Por vezes me chamo a atenção. "O mundo é muito mais do que esse ponto fixo ao qual você se prende." Mas já é tarde, me perdi e me levei até você.Você que de certo modo também reside em mim tal como uma espécie de hospedeiro que se aloja, que crava as suas raízes de um jeito tão profundo que já não sou apenas eu, sou nós dois, um ser humano no plural, um indivíduo sem individualidade.
Te abrigo de tamanho bom grado que te digo: "Você pode morar aqui para sempre se quiser, se puder..."
Isso deve ser o tal do amor. É, talvez... mas se for, que seja livre, que seja belo, que apenas seja, mas que continue sempre sendo, sempre existindo, além de apenas "eu e você", "nós dois".

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