Gostaria de te olhar fundo nos olhos e pedir para que faça
jus a dimensão do que despertou em mim e dizer que sim, eu aceito me jogar sem
paraquedas novamente na espera de ter você lá embaixo pronto para amortecer as
dores e sequelas da minha atitude tão primitiva de me entregar sem garantias.Queria que você soubesse que tenho dedicado os meus últimos dias a canções românticas e redundantemente melosas enquanto as ilustro com imagens estáticas suas e que está sendo divertido usar toda a minha cartela de cores mais uma vez para colorir os meus pensamentos ao mesmo tempo em que os redireciono a um novo foco.
Eu sei, sou assim. Eu assusto. Eu explodo. E os efeitos
desta catástrofe são uma overdose de sentimentos atômicos, mas eu costumo fazer
apenas uma vítima por vez, e o sortudo dessa roleta russa encomendada pela vida
agora é você. Só te peço para entrar no jogo, porque é frustrante ganhar por W.O., e esse não é o tipo de propósito que tenho em mente agora. Talvez “ganhar”,
no seu sentido mais descomplicado, não venha bem ao caso.
Você poderia fazer o favor de pedir para que os meus sonhos possam
ir com mais calma? Poderia acalentar esse coração tão disparado e aflito? Poderia se fazer presente de modo tão material
quanto o meu desejo inflamado? Perceber o seu interesse, pra mim, agora, já não
vem sendo mais o suficiente. Por favor, seja o diagnóstico para toda essa minha
vontade exacerbada de nascença e que agora se agrava para um estado terminal de
intenção de te ter.
Posso te pedir só mais uma coisa? A última de todas? Não se
sinta acuado como é de costume na maioria dos casos. Por dentro eu sou mais
indefesa do que aparento. Meu ego de pavão inflado não passa de uma boa camada
de maquiagem fluorescente escondendo a face nua e crua da minha realidade,
embarreirando toda a simplicidade estrutural que há em mim, e que, agora,
resume-se a uma só finalidade: te querer.
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